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  • Sexta-feira, 10 de dezembro de 2004


    O dólar-puta


    Em tempos de economia instável, passamos os olhos nas Vejas, Istoés e Épocas da vida, todas elas com planos mirabolantes do governo para salvar a saúde (cancerosa, gangrenada) financeira desse país. Ministros vão e vem, o presidente ganha novos cabelos brancos a cada dia, mas o Brasil continua atrelado ao dólar-papão. Colamos várias vezes ao dia na internet torcendo para que ele tenha dado aquela baixadinha, para pagar aquela viagem bacana para a Disney.

    Oras, será que ninguém enxerga a solução mais prática para o problema? Qual é o produto nacional mais estável e rentável do Brasil? Café? Soja? Laranja? Não, amigo, PUTARIA!!!! Não é de hoje que o amor pago está na ponta das grandes soluções de negócio do país. Prostitutas dirigem carros importados, comem no Fasano, compram na Daslu, enquanto seus cafetões montam impérios do sexo, fazendo dinheiro que poucos empresários no país fazem.

    A solução para o drama da moeda nacional está nos faróis de cada país. Mais uma grande inovação do mercado putanhesco brasileiro!!! O dólar-puta! Quem nunca recebeu aqueles papéis em forma de nota de dólar, que servem como propaganda de casas de massagem e solicitação? Aquilo é moeda forte, meu amigo! Aquele simples papelzinho com uma mulher nua na frente e um mapa de localização atrás gera divisas astronômicas para este mercado, trazendo empregos, estabilidade, salários em dia, benefícios e prosperidade para todos. Sinceramente, que moeda brasileira foi forte o suficiente para dar esta segurança ao povo?

    Como quase todos nós sabemos, toda moeda precisa de lastro, que determina o valor da moeda em circulação, dentro do país e fora dele. Os EUA têm uma reserva de ouro que garante o valor alto da moeda, mas e nós? Nem temos certeza se a Amazônia ainda é nossa, e nossos recursos são mal aproveitados, exceto nossas mulheres. Assim como os EUA têm estas vastas reservas de ouro, nós temos prostitutas em abundância nas ruas.

    Nem precisamos fazer esforços para achar as top de linha, e moeda forte é isso: recursos valiosos e abundantes!! Quantos gringos não vêm para o Brasil exclusivamente para o bundalelê? E nosso processo de exportação de meretrizes? Suíça, Holanda, Suécia...as brasileiras são altamente requisitadas. Se esse mercado fizesse parte de nossa balança comercial, superávit seria um eufemismo para o momento do país.

    E empréstimos do FMI? Concordo que não precisaríamos nunca mais de dinheiro de ninguém se procedessemos com a adoção do dólar-puta, mas caso precisássemos daquele troco para comer no Bob's, quem não emprestaria para nós? Que garantia melhor do que ruas tomadas por profissionais do sexo? Manda o Café Photo, o Bahamas e o Connection de garantia, que o dinheiro vai entrar como água!

    Sonho com o dia em que ligarei na CNN e verei a cotação do dólar:

    US$ 1,00 = DP$0,10 (*)

    Nesse dia, todos teremos certeza de algo que já sabemos: ninguém faz putaria como nós. E ao invés de torcermos para o dólar dar uma baixadinha, torceremos para as brasileiras darem uma abaixadinha e assim valorizarem a moeda e o país!!!! Brasil-il-il-il-il!!!!!

    (*) Dólar-puta